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Transporte de pet do Rio de Janeiro para o Reino Unido: custo, prazo e passo a passo

Guia completo para levar seu pet do Rio de Janeiro ao Reino Unido: requisitos sanitários britânicos, logística de embarque via Galeão e Guarulhos, prazos e faixas de custo.

Transportar um pet do Rio de Janeiro para o Reino Unido leva, em média, de 2 a 4 meses de preparação e custa, de forma geral, entre R$ 12.000 e R$ 30.000, dependendo do porte do animal, da companhia aérea e da rota. O ponto mais importante de entender é este: os requisitos sanitários dependem do destino (Reino Unido), não da cidade de origem. Ou seja, o que o governo britânico exige é o mesmo para quem sai do Rio, de São Paulo ou de Salvador. O que muda entre as cidades é a logística: qual aeroporto usar, quais voos aceitam pet, quais veterinários estão habilitados e onde emitir os documentos oficiais. Neste guia, explicamos o passo a passo pensando em quem parte do Rio de Janeiro.

Os requisitos do Reino Unido em resumo

O Reino Unido tem uma das legislações mais rígidas do mundo para entrada de animais, herança da época em que a raiva era um risco sério na ilha. A boa notícia é que o Brasil é considerado um país listado (Part 2), o que dispensa a quarentena desde que todos os requisitos sejam cumpridos à risca. Um único erro, porém, pode resultar em quarentena obrigatória (a custo do tutor) ou até na recusa do embarque. Os pilares são:

  • Microchip padrão ISO 11784/11785: precisa ser implantado antes da vacina antirrábica e ser o primeiro registro do animal. Entenda mais no nosso guia sobre o microchip pet internacional padrão ISO.
  • Vacina antirrábica válida: aplicada após o microchip, respeitando o prazo de carência de 21 dias antes da viagem.
  • Tratamento contra Echinococcus (tênia): obrigatório para cães, aplicado por veterinário entre 24 e 120 horas antes da chegada ao Reino Unido, com registro específico.
  • CVI (Certificado Veterinário Internacional) emitido pelo VIGIAGRO/MAPA perto da data da viagem, mais o modelo de certificado sanitário aceito pelo Reino Unido.
  • Entrada por rota aprovada e como carga manifestada: o Reino Unido não aceita animais chegando na cabine em voos comerciais vindos do Brasil. O pet viaja no compartimento de carga em caixa IATA, por uma companhia e rota autorizadas.

Para a lista completa e atualizada dos requisitos britânicos, consulte nossa página dedicada levar pet para o Reino Unido e o guia geral de documentos para viagem internacional de pet.

Saindo do Rio de Janeiro: como funciona a rota

O Rio de Janeiro conta com o Aeroporto Internacional do Galeão (GIG) como principal porta de saída internacional. O detalhe crucial é que voos intercontinentais que aceitam pets no compartimento de carga partem majoritariamente de São Paulo/Guarulhos (GRU). Na prática, isso significa que a maioria dos pets embarcados no Rio faz uma conexão até Guarulhos antes de seguir para Londres (Heathrow é o principal ponto de entrada de animais no Reino Unido).

Existem duas maneiras de resolver esse trecho inicial:

  • Trecho aéreo GIG–GRU com o pet: exige coordenação para que a mesma reserva contemple o animal na conexão, sem tempos de espera perigosos entre voos.
  • Transporte terrestre climatizado GIG/Rio até GRU: em muitos casos, é mais seguro e previsível levar o pet por via terrestre até Guarulhos e embarcá-lo diretamente no voo internacional, evitando duas manipulações de bagagem viva.

Essa decisão logística é um dos pontos onde uma empresa que opera a praça do Rio faz diferença: escolher a rota errada pode significar conexão apertada, bagagem viva parada no calor ou até o pet perder o voo. Se quiser tirar dúvidas sobre a melhor rota para o seu caso, fale com um especialista da Pet Viajante.

Cabine, porão ou carga: onde o seu pet vai viajar

Para o Reino Unido, a regra britânica praticamente elimina a opção de cabine em voos vindos do Brasil. O animal entra como carga manifestada (IPATA/IATA Live Animals). Isso muda o planejamento: é preciso caixa de transporte homologada, climatização e uma companhia aérea com programa de transporte de animais vivos. Para entender as diferenças de conforto, custo e segurança entre as modalidades, veja cabine, porão ou carga e como funciona o voo do pet no porão.

Passo a passo com prazos

Comece cedo. Muitos tutores subestimam o tempo, e a carência de 21 dias da antirrábica sozinha já trava calendários apertados. Veja a linha do tempo típica saindo do Rio de Janeiro:

EtapaPrazo recomendado
Microchip ISO + revisão do histórico vacinal3 a 4 meses antes
Vacina antirrábica (após o microchip)no mínimo 21 dias antes do embarque
Compra da passagem e reserva do pet como carga2 a 3 meses antes
Aquisição/adaptação da caixa IATA1 a 2 meses antes
Tratamento contra tênia (cães)entre 24 e 120 horas antes da chegada
Exame clínico + emissão do CVI no VIGIAGROúltimos dias antes da viagem
Embarque (GIG–GRU + GRU–Londres)dia da viagem

A emissão do CVI merece atenção: ela é feita perto da data da viagem no VIGIAGRO que atende a região metropolitana do Rio, e o agendamento tem janelas específicas. Erro de data aqui invalida o documento. Detalhamos o processo no artigo sobre agendamento e emissão do CVI no MAPA.

Quanto custa: faixas realistas

Não existe preço fechado, porque o valor final depende do porte do pet, da companhia aérea, dos exames e das taxas no destino. Ainda assim, dá para trabalhar com faixas de referência:

ItemFaixa estimada (R$)
Microchip ISO150 a 400
Vacina antirrábica + exames clínicos200 a 800
Caixa de transporte IATA400 a 2.000
Frete aéreo internacional (carga)8.000 a 20.000
Documentação, CVI e taxas500 a 1.500
Agente/desembaraço no Reino Unido1.500 a 5.000

Somando tudo, o transporte de um pet do Rio para o Reino Unido costuma ficar entre R$ 12.000 e R$ 30.000. Cães de grande porte, que ocupam caixas maiores e pesam mais no frete de carga, ficam na faixa superior. O valor exato só sai com um orçamento personalizado, considerando o seu animal e as datas.

Por que fazer sozinho é arriscado

O processo de entrada no Reino Unido é conhecido por sua rigidez: sequência errada entre microchip e vacina, prazo do tratamento de tênia fora da janela, rota não aprovada ou CVI com data incorreta são erros comuns que levam a quarentena obrigatória, custos extras ou pet barrado. Some a isso a complexidade logística de sair do Rio com conexão em Guarulhos, e o risco de improvisar fica alto. As regras também mudam sem aviso, o que exige acompanhamento constante.

É exatamente aí que entra a Pet Viajante: já ajudamos mais de 15.000 pets a viajar, com equipe veterinária e jurídica, processo 100% documentado e suporte no país de destino. Cuidamos da rota GIG–GRU, do agendamento do CVI, da caixa IATA e do desembaraço em Londres, para que você não corra riscos com quem mais importa. Peça sua consultoria gratuita ou fale agora com um especialista da Pet Viajante.

Perguntas frequentes

Meu pet precisa fazer conexão em São Paulo para ir ao Reino Unido?

Na maioria dos casos, sim. Os voos intercontinentais que transportam pets como carga saem principalmente de Guarulhos (GRU). Saindo do Rio, o animal costuma ir de GIG a GRU por via aérea ou por transporte terrestre climatizado, e de lá embarca para Londres. A escolha depende da companhia aérea e do que for mais seguro para o seu pet.

Existe quarentena para pets que chegam do Brasil ao Reino Unido?

Não, desde que todos os requisitos sejam cumpridos corretamente, já que o Brasil é país listado. Porém, qualquer falha (microchip, antirrábica, tratamento de tênia, rota ou documentos) pode resultar em quarentena obrigatória paga pelo tutor. Por isso a preparação minuciosa é essencial.

Quanto tempo antes devo começar o processo?

O ideal é iniciar com 3 a 4 meses de antecedência. A carência de 21 dias da vacina antirrábica e o agendamento do CVI no VIGIAGRO exigem calendário organizado. Começar cedo evita correria e reduz o risco de erros que atrasam a viagem.

O gato segue as mesmas regras que o cão?

Em grande parte, sim: microchip, antirrábica e documentação valem para ambos. A principal diferença é o tratamento obrigatório contra tênia, exigido apenas para cães. Ainda assim, cada caso tem particularidades, e vale confirmar os detalhes em um orçamento personalizado com a Pet Viajante.

Nota: Este artigo tem fins informativos. As regras de transporte internacional de pets mudam frequentemente e sem aviso prévio. Não nos responsabilizamos por informações que possam estar desatualizadas. Confirme sempre com profissionais especializados antes de tomar qualquer decisão.
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