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Permissão de importação de pet: quais países exigem (AVI e afins)

Guia técnico da permissão de importação de pet (AVI): quais países exigem, como ela se encaixa com microchip, sorologia e CVI, e por que um erro documental barra o embarque.

A permissão de importação de pet é uma autorização prévia que alguns países exigem antes do embarque do animal — sem ela, o pet é barrado na origem ou no destino. Os principais destinos que solicitam esse tipo de documento (conhecido em vários países como AVI — Autorização Veterinária de Importação, permit ou import permit) são Austrália, Nova Zelândia, alguns países da Ásia e do Oriente Médio, e destinos insulares como Havaí. Já a maior parte da União Europeia, os EUA continentais e o Canadá não exigem permissão prévia, mas cobram outros documentos rigorosos, como microchip, vacina antirrábica e o Certificado Veterinário Internacional (CVI). Neste guia técnico, você entende quem exige o quê, os prazos e por que um único erro documental pode custar o embarque do seu pet.

O que é a permissão de importação (AVI) e por que ela existe

A permissão de importação é um documento emitido pela autoridade sanitária do país de destino — não pelo Brasil. Ela autoriza formalmente a entrada de um animal específico, geralmente vinculada ao microchip, à espécie, à raça e às datas de vacinação e exames. O objetivo é proteger a fauna e a saúde pública local contra a introdução de raiva e outras doenças.

É importante não confundir os documentos envolvidos no processo. Existem, em geral, três camadas:

  • Documentos de saída do Brasil: microchip padrão ISO, vacina antirrábica válida, exames quando exigidos e o CVI (Certificado Veterinário Internacional) emitido pelo MAPA/VIGIAGRO.
  • Permissão de importação (AVI/import permit): autorização prévia emitida pelo país de destino, obrigatória apenas para alguns países.
  • Documentos de entrada: endosso do certificado, reserva de quarentena e taxas pagas no destino.

Quando o destino exige a permissão de importação, ela normalmente precisa ser solicitada antes de emitir o CVI e, em muitos casos, antes mesmo de colher a sorologia antirrábica. Ou seja, a permissão é o primeiro dominó de um efeito em cadeia: errar a ordem atrasa todo o processo.

Quais países exigem permissão de importação de pet

Cada país tem regras próprias, que mudam sem aviso prévio. A tabela abaixo resume o panorama comum para cães e gatos saindo do Brasil. Trate-a como orientação inicial — a exigência oficial e atualizada deve sempre ser confirmada caso a caso.

Destino Exige permissão prévia? Sorologia antirrábica (FAVN)? Observação
Austrália Sim (import permit) Sim Quarentena obrigatória; processo longo e rígido
Nova Zelândia Sim (import permit) Sim Quarentena e exames adicionais
Havaí (EUA) Sim (programa próprio) Sim Regras diferentes do continente
Emirados Árabes / Oriente Médio Sim (import permit) Frequente Varia por país; documentação em fluxo próprio
Vários países da Ásia Sim, em muitos casos Frequente Confirmar sempre com a autoridade local
União Europeia (Portugal, Espanha, Itália, Alemanha) Não (país listado) Não (saindo do Brasil) Exige microchip + antirrábica válida + CVI
Estados Unidos (continental) Não (regras do CDC) Não, em regra Microchip e comprovações; regras do CDC variam
Canadá Não, em regra Não, em regra Microchip + antirrábica válida

Perceba o padrão: destinos insulares ou com status sanitário livre de raiva (Austrália, Nova Zelândia, Havaí) tendem a exigir permissão prévia, sorologia e quarentena. Já a União Europeia, por considerar o Brasil um país listado, dispensa a permissão e a sorologia na saída — mas mantém exigências documentais que, se descumpridas, também barram o embarque.

Um detalhe faz toda a diferença: a permissão de importação costuma ter validade e janela de uso. Se o voo atrasa ou a data muda, a permissão pode expirar e o processo precisa recomeçar.

Se o seu destino está entre os que exigem permissão, o ideal é não arriscar interpretar sozinho normas em outro idioma. Você pode falar com um especialista da Pet Viajante e receber o roteiro exato para o país de destino.

Os documentos que acompanham a permissão de importação

Ter a permissão em mãos não basta. Ela é apenas uma peça de um conjunto documental que precisa estar perfeitamente encadeado. Veja os documentos-base e seus prazos típicos:

Documento O que é Quando providenciar
Microchip ISO 11784/11785 Identificação eletrônica única do pet Primeiro passo, antes de tudo
Vacina antirrábica Deve ser aplicada após o microchip Semanas após o microchip
Sorologia antirrábica (FAVN) Teste laboratorial que comprova imunidade; exigido por destinos rígidos Após a vacina; pode exigir meses de espera
Permissão de importação (AVI) Autorização prévia do país de destino Antes do CVI, quando exigida
CVI (MAPA/VIGIAGRO) Certificado de saída do Brasil Poucos dias antes da viagem

O ponto crítico é a ordem e a validade. O microchip precisa vir antes da vacina; a vacina antes da sorologia; a permissão antes do CVI. Uma vacina aplicada antes do microchip, por exemplo, pode ser considerada inválida — e todo o cronograma trava. Para entender o encadeamento completo, veja nosso guia de documentos para viagem internacional passo a passo.

Prazos: por que começar cedo é inegociável

O tempo total do processo depende diretamente de o destino exigir ou não permissão e sorologia:

  • União Europeia, EUA continental, Canadá: em geral de 1 a 4 meses, com microchip, antirrábica e CVI.
  • Destinos com sorologia FAVN: some o tempo de espera pós-sorologia, que pode empurrar o processo para 4 a 6 meses ou mais.
  • Austrália e Nova Zelândia: com permissão + sorologia + quarentena, o planejamento realista costuma passar de 6 meses.

Como a permissão de importação tem validade e a sorologia tem janelas rígidas, começar com antecedência é a única forma de evitar retrabalho. Muitos tutores descobrem tarde demais que perderam o timing — e precisam remarcar a mudança de país inteira por causa de um documento.

Quanto custa todo o processo

Não existe preço fechado, porque o valor depende de muitos fatores. Em geral, os custos se distribuem entre:

  • Porte do pet e forma de transporte: cabine, porão ou carga têm custos bem diferentes.
  • Caixa de transporte IATA no tamanho correto.
  • Exames e vacinas (incluindo a sorologia FAVN, quando exigida).
  • Taxas de emissão de documentos, permissão de importação e endosso.
  • Companhia aérea e eventuais taxas de agente no destino.

Por isso, qualquer valor só faz sentido dentro de um orçamento personalizado, calculado para o seu pet e o seu destino específico.

Por que fazer sozinho é arriscado

Interpretar normas sanitárias estrangeiras, muitas vezes em inglês técnico, e encaixar cada documento na janela de validade certa é onde a maioria dos erros acontece. As consequências são pesadas: pet barrado no embarque, quarentena estendida, voo perdido ou até recusa de entrada no destino. E como as regras mudam sem aviso, o que valia no mês passado pode não valer mais.

É exatamente aqui que entra a Pet Viajante, que já ajudou mais de 15.000 pets a cruzarem fronteiras com segurança. A empresa conta com equipe veterinária e jurídica, processo 100% documentado e suporte no país de destino — do primeiro microchip até a chegada do seu pet. Se o seu destino exige permissão de importação, deixar a documentação com quem faz isso todos os dias é o que separa uma mudança tranquila de um pesadelo logístico.

Quer saber exatamente o que o seu destino exige e montar o cronograma certo? Faça uma consultoria gratuita ou conheça a Pet Viajante e viaje com a certeza de que nada foi deixado ao acaso.

Perguntas frequentes

Todos os países exigem permissão de importação para levar um pet?

Não. A permissão prévia (AVI/import permit) é exigida principalmente por destinos rígidos como Austrália, Nova Zelândia, Havaí e vários países da Ásia e do Oriente Médio. A União Europeia, os EUA continentais e o Canadá, em regra, não exigem permissão prévia, mas cobram outros documentos como microchip, vacina antirrábica e CVI.

A permissão de importação é o mesmo que o CVI?

Não. O CVI é o certificado de saída do Brasil, emitido pelo MAPA/VIGIAGRO. A permissão de importação é emitida pela autoridade do país de destino e autoriza a entrada do animal. Quando exigida, a permissão precisa ser obtida antes do CVI.

Quanto tempo antes devo solicitar a permissão de importação?

Depende do destino, mas quanto antes melhor. Em países que também exigem sorologia FAVN e quarentena, o planejamento realista passa de seis meses. Como a permissão tem prazo de validade, o ideal é encaixá-la no cronograma junto com os demais exames, o que a Pet Viajante organiza para você.

O que acontece se um documento estiver errado ou vencido?

Um erro documental — vacina fora de ordem, permissão expirada ou CVI com dado divergente — pode barrar o pet no check-in, gerar quarentena extra ou recusa de entrada no destino. É um risco alto justamente por ser irreversível na hora do embarque, e o principal motivo para contar com uma equipe especializada.

Nota: Este artigo tem fins informativos. As regras de transporte internacional de pets mudam frequentemente e sem aviso prévio. Não nos responsabilizamos por informações que possam estar desatualizadas. Confirme sempre com profissionais especializados antes de tomar qualquer decisão.
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