raca 🇮🇹 Itália ⏱ 8 min de leitura Publicado em 29 de junho de 2026

Como levar pug para a Itália: restrições, cuidados e custo

Pug é raça braquicefálica e exige cuidados especiais no transporte aéreo. Veja requisitos da Itália, quais companhias aceitam, riscos, cuidados e custos.

Para levar um pug para a Itália, o seu pet precisa de microchip padrão ISO 11784/11785, vacina antirrábica válida (aplicada depois do microchip) e do CVI (Certificado Veterinário Internacional) emitido pelo VIGIAGRO/MAPA perto da viagem, a Itália, por ser um país da União Europeia, não exige sorologia antirrábica quando o pet sai do Brasil. O grande desafio, porém, não é a papelada: é o transporte aéreo. O pug é uma raça braquicefálica (focinho curto), e a maioria das companhias aéreas restringe ou proíbe braquicefálicos no porão, além de aplicar embargos por temperatura. Por isso, planejar o voo certo é tão importante quanto os documentos.

Por que o pug exige atenção redobrada no voo

Pugs, buldogues, boxers, shih-tzus e outros cães de focinho achatado têm as vias respiratórias mais curtas e estreitas. Isso significa menor capacidade de regular a temperatura corporal e maior risco de estresse respiratório durante o voo, especialmente em ambientes quentes, abafados ou com pouca circulação de ar, condições típicas do compartimento de carga (porão).

Por causa desse risco real, muitas companhias aéreas criaram regras específicas para essas raças. Algumas proíbem totalmente o transporte de braquicefálicos no porão; outras só aceitam em cabine (quando o peso do pet mais a caixa respeita o limite, em geral perto de 8 kg); e há épocas do ano em que aplicam embargo por calor, recusando o embarque quando a temperatura em qualquer aeroporto da rota ultrapassa um teto de segurança.

Um pug adulto costuma pesar entre 6 e 9 kg. Isso o coloca exatamente na fronteira do que é permitido em cabine, e é justamente aí que muitos donos descobrem, tarde demais, que o pet não pode voar como imaginavam. Entender esses detalhes antes de comprar a passagem é o que separa uma viagem tranquila de um voo perdido ou embarque negado no balcão.

Requisitos de entrada do pug na Itália

A Itália segue as regras da União Europeia para importação de animais de companhia vindos do Brasil (país listado). Os principais requisitos são:

  • Microchip ISO 11784/11785: deve ser implantado antes da vacina antirrábica. Se o chip não for do padrão ISO, você precisa levar um leitor próprio. Entenda melhor no artigo sobre microchip no padrão ISO.
  • Vacina antirrábica válida: aplicada depois do microchip, respeitando o prazo mínimo de carência (em geral 21 dias após a primeira dose) e dentro da validade na data da viagem.
  • CVI (Certificado Veterinário Internacional): emitido pelo VIGIAGRO/MAPA poucos dias antes do embarque, com base no atestado do veterinário. Veja o passo a passo em emissão do CVI no MAPA.
  • Sem sorologia antirrábica (FAVN): saindo do Brasil para a Itália, o teste sorológico não é exigido, uma vantagem que encurta o processo em relação a destinos como Austrália ou Nova Zelândia.

Para o detalhamento completo do destino, consulte a página levar pet para a Itália. E, para não esquecer nenhum papel, o guia de documentos para viagem internacional passo a passo ajuda a organizar tudo.

Quais companhias aceitam raças braquicefálicas

As políticas mudam com frequência e variam por rota e época do ano, mas o padrão geral é este:

ModalidadeSituação para o pugObservações
CabineOpção mais segura quando permitidaDepende do peso total (pet + caixa) e do limite da companhia; ambiente climatizado junto ao tutor
Porão (bagagem despachada)Frequentemente restrito ou proibido para braquicefálicosMuitas companhias recusam a raça; sujeito a embargo por calor
Carga (cargo)Possível em casos específicos, com regras rígidasExige caixa IATA adequada e checagem de temperatura na rota

Como cada companhia tem sua própria lista de raças restritas e seus próprios limites de temperatura, o trabalho de casar peso do pet + rota + estação do ano + política da companhia é delicado. Para entender as diferenças, vale ler cabine vs. porão vs. carga e como funciona um voo de pet no porão.

Um erro comum: comprar a passagem primeiro e só depois verificar se a companhia aceita o pug naquela data. Faça o caminho inverso, confirme a política e a rota antes de emitir qualquer bilhete.

Se você quer economizar tempo e evitar o risco de descobrir um embargo em cima da hora, falar com um especialista da Pet Viajante resolve essa etapa em minutos: a equipe já conhece quais companhias aceitam braquicefálicos em cada rota para a Itália.

Opções mais seguras para levar seu pug

Alguns cuidados reduzem bastante o risco respiratório e aumentam as chances de um voo tranquilo:

  1. Priorize a cabine: se o peso permitir, viajar junto ao tutor em ambiente climatizado é a alternativa mais segura para um braquicefálico.
  2. Escolha voos diretos ou com o mínimo de conexões: menos escalas significam menos manuseio, menos estresse e menos exposição a aeroportos quentes.
  3. Evite o verão: tanto o verão brasileiro quanto o europeu elevam o risco de embargo por calor. Primavera e outono costumam ser janelas mais seguras.
  4. Use uma caixa IATA adequada: ventilada, do tamanho certo e com o pet já habituado a ela semanas antes da viagem.
  5. Consulte o veterinário sobre o preparo: hidratação, alimentação leve antes do voo e a orientação de não sedar o pet, a sedação piora a respiração de raças braquicefálicas.

Quanto custa levar um pug para a Itália

Não existe um preço fechado: o valor depende do porte do pet, da modalidade (cabine ou carga), da companhia aérea, da caixa IATA, dos exames, dos documentos e das taxas. A tabela abaixo traz faixas realistas apenas como referência, o número exato só sai em um orçamento personalizado.

ItemFaixa estimada (referência)
Microchip ISOa partir de R$ 80
Vacina antirrábica + atestado veterinárioem geral entre R$ 150 e R$ 400
Emissão do CVI (VIGIAGRO/MAPA)processo com taxas e deslocamento variáveis
Caixa de transporte IATAem geral entre R$ 200 e R$ 800
Passagem do pet (cabine)varia bastante conforme a companhia e a rota
Assessoria especializada completaorçamento sob medida

Para uma raça braquicefálica, a economia de tentar fazer tudo sozinho raramente compensa: um embarque negado, uma quarentena inesperada ou a remarcação de um voo internacional custam muito mais, em dinheiro e em estresse, do que uma assessoria bem feita.

Por que uma empresa especializada reduz o risco

O transporte de um pug envolve variáveis que mudam sem aviso: políticas de raças restritas, embargos de temperatura, exigências documentais e janelas de emissão do CVI. Um único descuido pode significar pet barrado, voo perdido ou quarentena extra.

A Pet Viajante já ajudou mais de 15.000 pets a viajarem com segurança. Com equipe veterinária e jurídica, processo 100% documentado e suporte no país de destino, a empresa cuida justamente das partes mais arriscadas, inclusive da escolha da companhia e da rota certas para braquicefálicos. Você pode começar por uma consultoria gratuita ou fazer o diagnóstico do seu pet para entender o cenário do seu caso.

Quer levar seu pug para a Itália com tranquilidade? Fale agora com um especialista da Pet Viajante e receba um plano sob medida para a sua raça, a sua rota e a sua data.

Perguntas frequentes

Pug pode viajar no porão do avião?

Na maioria das companhias, não é recomendado e muitas vezes é proibido. Por ser braquicefálico, o pug tem risco respiratório elevado no porão, e várias empresas aplicam restrição ou embargo por calor. Quando o peso permite, a cabine é a opção mais segura, e uma assessoria ajuda a confirmar a política de cada companhia.

A Itália exige quarentena para o pug?

Não. Cumprindo os requisitos da União Europeia, microchip ISO, vacina antirrábica válida e CVI emitido pelo MAPA, o pug entra na Itália sem quarentena. A sorologia antirrábica também não é exigida saindo do Brasil.

Quanto tempo antes devo começar o processo?

O ideal é começar com pelo menos 1 a 2 meses de antecedência para organizar microchip, vacina, documentos e, principalmente, encontrar um voo que aceite o pug e evite épocas de calor. Começar cedo dá margem para escolher a melhor rota e evitar embargos.

Posso sedar meu pug para o voo?

Não sem orientação veterinária, e, para braquicefálicos, a sedação costuma ser desaconselhada, pois pode agravar a dificuldade respiratória. O preparo correto envolve habituação à caixa, hidratação e acompanhamento veterinário, não medicação para "dormir" durante o voo.

Nota: Este artigo tem fins informativos. As regras de transporte internacional de pets mudam frequentemente e sem aviso prévio. Não nos responsabilizamos por informações que possam estar desatualizadas. Confirme sempre com profissionais especializados antes de tomar qualquer decisão.
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