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Como deixar seu pet calmo durante o voo internacional: 12 dicas práticas

12 dicas práticas para reduzir o estresse do pet antes, durante e após o voo internacional. Feromônios, dessensibilização e mais.

O voo internacional é o momento que mais preocupa os tutores — e com razão. São horas confinado em uma caixa, barulho de turbinas, pressão diferente e um ambiente completamente desconhecido para o animal. Mas com preparação adequada, é possível reduzir drasticamente o estresse do seu pet.

Neste guia, reunimos 12 dicas práticas divididas em três fases: antes do voo, durante o voo e após o voo. Todas baseadas em orientação veterinária e experiência real de tutores que já fizeram a viagem.

Antes do voo: preparação é a chave

Dica 1: Acostume o pet à caixa de transporte com antecedência

Esta é, de longe, a dica mais importante. Um animal que já conhece e se sente seguro na caixa viaja com muito menos estresse do que um que é colocado na caixa pela primeira vez no dia do embarque.

Como fazer

  • Semana 1-2: Coloque a caixa aberta em casa, sem a porta. Deixe o animal explorar. Coloque petiscos e brinquedos dentro
  • Semana 3-4: Comece a fechar a porta por períodos curtos (5-10 minutos) enquanto você está presente. Recompense com petiscos
  • Semana 5-6: Aumente o tempo com a porta fechada. Faça trajetos curtos de carro com o animal na caixa
  • Semana 7-8: Simule condições de viagem — caixa fechada por 1-2 horas em ambiente silencioso
Objetivo: Que o animal entre na caixa voluntariamente e a associe a um espaço seguro, não a um castigo. Comece esse processo no mínimo 6-8 semanas antes do voo.

Dica 2: Use feromônio sintético

Adaptil (para cães) e Feliway (para gatos) são feromônios sintéticos que imitam os feromônios naturais de conforto da mãe. Eles ajudam a reduzir ansiedade e estresse em situações novas.

  • Spray: Aplique no interior da caixa 30 minutos antes de colocar o animal. Deixe secar — o cheiro forte inicial pode incomodar, mas o feromônio ativo não tem cheiro perceptível para humanos
  • Coleira: Coloque no animal 2-3 dias antes da viagem para que já esteja liberando feromônio
  • Difusor: Use em casa nas semanas anteriores à viagem, próximo à caixa

Dica 3: Exercite o pet no dia do voo

No dia do embarque, leve o animal para uma caminhada ou sessão de brincadeiras mais longa que o habitual. Um pet fisicamente cansado tende a ficar mais calmo e dormirá mais durante o voo.

  • Cães: Passeio de 30-60 minutos, 3-4 horas antes do embarque
  • Gatos: Sessão de brincadeiras ativas com varinhas, bolinhas ou laser, 2-3 horas antes

Dica 4: Controle a alimentação e hidratação

A alimentação antes do voo precisa ser planejada para evitar vômito e desconforto gastrointestinal, sem causar fome ou desidratação:

  • Última refeição: 4-6 horas antes do embarque (refeição leve, em quantidade reduzida)
  • Água: Disponível até o momento do embarque. Fixe um pote de água na caixa (obrigatório para voos no porão)
  • Não dê: Alimentos novos, guloseimas em excesso ou qualquer coisa que possa causar diarreia

Dica 5: Coloque itens de conforto na caixa

  • Camiseta usada pelo tutor: O cheiro familiar é extremamente reconfortante para o animal
  • Cobertor ou toalha de casa: Com cheiro do ambiente familiar
  • Brinquedo favorito: Desde que não tenha peças que possam ser engolidas
  • Material absorvente: Forrar o fundo da caixa com tapete higiênico para o caso de acidentes
Não coloque: Brinquedos com guizo (barulho pode estressar), objetos pontiagudos, comida solta (pode causar asfixia), coleira solta (risco de prender nas grades).

Durante o voo

Dica 6: Se o pet está na cabine, mantenha contato

A grande vantagem da cabine é a proximidade com o tutor. Use isso:

  • Coloque os dedos na abertura da bolsa para que o animal sinta seu toque
  • Fale baixo e calmamente com o animal — sua voz é reconfortante
  • Não abra a bolsa durante o voo (regra de segurança), mas mantenha contato através das aberturas de ventilação
  • Ofereça água em pequenas quantidades durante o voo, se a bolsa permitir

Dica 7: Escolha o assento certo

Para viagem com pet na cabine:

  • Janela: Mais espaço para a bolsa sob o assento e menos perturbação de passageiros passando
  • Evite saídas de emergência: Não é permitido levar pet nesses assentos
  • Evite a última fileira: Próximo ao banheiro, com mais movimentação e barulho
  • Comunique ao comissário: Informe que está com animal na cabine ao se acomodar

Dica 8: Controle sua própria ansiedade

Animais são extremamente sensíveis ao estado emocional do tutor. Se você está ansioso e nervoso, seu pet vai perceber e ficar mais estressado.

  • Prepare-se mentalmente: você fez tudo certo, a documentação está completa, o pet foi preparado
  • Respire fundo e mantenha a calma durante o embarque
  • Evite demonstrar agitação ou preocupação excessiva ao lado do animal
  • Confie no processo — milhares de animais viajam todos os dias sem intercorrências

Dica 9: Para viagem no porão — confie no sistema

Se seu pet vai no porão, você não terá contato durante o voo. Mas saiba:

  • O compartimento AVIH é pressurizado e climatizado (15-25°C)
  • A equipe de solo manuseia caixas de animais com procedimentos específicos
  • Em companhias respeitáveis, a taxa de incidentes graves é extremamente baixa
  • Você pode pedir ao agente de check-in que confirme o compartimento do porão onde a caixa será colocada

Após o voo

Dica 10: Deixe o animal sair da caixa no momento certo

Após desembarcar e passar pela inspeção sanitária (se houver):

  • Não abra a caixa no aeroporto: O animal pode fugir em um ambiente desconhecido e perigoso
  • Encontre um local calmo e fechado (carro, sala, hotel) antes de abrir
  • Ao abrir, deixe o animal sair no ritmo dele — não o puxe
  • Ofereça água imediatamente
  • Espere 30-60 minutos antes de oferecer comida

Dica 11: Respeite o período de adaptação

Após uma viagem longa, o animal pode apresentar comportamento diferente por alguns dias:

  • Inapetência: Pode não querer comer por 12-24 horas — normal
  • Apatia ou hiperatividade: Reações opostas ao estresse são comuns
  • Alterações intestinais: Diarreia ou constipação leve por 1-2 dias
  • Apego excessivo: O animal pode ficar mais grudado no tutor

Se os sintomas persistirem por mais de 48 horas, consulte um veterinário no destino.

Dica 12: Mantenha a rotina o mais rápido possível

A melhor forma de ajudar o animal a se adaptar é restabelecer a rotina:

  • Horários de alimentação similares aos de casa (ajuste gradualmente ao fuso horário)
  • Passeios regulares (para cães)
  • Objetos familiares: potes, brinquedos, cobertores de casa
  • Mesmo tipo de ração (leve estoque suficiente para as primeiras semanas, ou compre a mesma marca no destino)

Produtos úteis para a viagem

Produto Para que serve Custo estimado
Adaptil/Feliway spray Redução de ansiedade R$ 80 - R$ 150
Coleira Adaptil/Feliway Feromônio contínuo R$ 60 - R$ 120
Tapete higiênico Forrar caixa (absorção) R$ 20 - R$ 50
Pote fixável para água Hidratação durante voo R$ 15 - R$ 40
Florais (Rescue Remedy Pet) Calmante natural R$ 40 - R$ 80
Suplemento de L-teanina Ansiolítico natural R$ 50 - R$ 100

O que NÃO fazer

  • Não dê sedativo ou tranquilizante: Proibido pela maioria das companhias aéreas e perigoso para a saúde do animal em altitude
  • Não alimente o pet em excesso antes do voo: Pode causar vômito durante a viagem
  • Não coloque o pet na caixa pela primeira vez no dia do voo: O estresse será máximo
  • Não ignore sinais de doença antes do embarque: Se o animal está doente, adie a viagem
  • Não esqueça de tirar a guia/coleira solta: Pode prender nas grades da caixa e causar asfixia

Dicas especiais para voos muito longos (+10 horas)

Voos para destinos como Austrália, Japão ou conexões longas exigem cuidados extras:

  • Hidratação reforçada: Certifique-se de que o pote de água está bem fixado e cheio
  • Congele água no pote: Para voos no porão, colocar água congelada evita que entorne no embarque e garante disponibilidade durante o voo quando derreter
  • Material absorvente extra: Para voos longos, forre com mais tapetes higiênicos
  • Voo direto sempre que possível: Conexões adicionam horas de estresse e risco de manuseio
  • Evite conexões longas: Se inevitável, verifique se o aeroporto de conexão tem sala para animais em trânsito

Gatos vs. cães: diferenças no manejo

Gatos

  • Geralmente se adaptam melhor a confinamento (já estão habituados a caixas de transporte para ir ao vet)
  • Tendem a ficar imóveis e silenciosos durante o voo (reação de congelamento)
  • Feliway é muito eficaz para redução de estresse
  • Não precisam de exercício pré-voo como cães
  • Coloque caixa de areia portátil no hotel/casa de chegada

Cães

  • Tendem a vocalizar mais (latir, chorar) especialmente na separação do tutor
  • Exercício físico antes do voo é fundamental
  • A presença do tutor na cabine faz grande diferença no comportamento
  • Cães ansiosos podem se beneficiar de suplementos como L-teanina (consulte o vet)
  • Passeio para necessidades fisiológicas imediatamente antes do embarque

Perguntas frequentes

Posso dar floral para meu pet antes do voo?

Sim. Florais como Rescue Remedy Pet são seguros e aceitos pelas companhias aéreas. Não são sedativos — atuam como calmantes naturais suaves. Comece a administrar 2-3 dias antes da viagem conforme orientação do veterinário.

Meu pet vai latir/miar o voo inteiro?

Improvável, especialmente se estiver acostumado à caixa. A maioria dos animais vocaliza no início (embarque/decolagem) e depois se acalma ou dorme. O ruído constante das turbinas tem efeito "ruído branco" que pode até ajudar a acalmar.

E se meu pet fizer xixi na caixa durante o voo?

É normal e esperado, especialmente em voos longos. Por isso a caixa deve ter material absorvente no fundo. As companhias aéreas sabem que isso acontece e não há penalidade.

Posso dar um osso ou petisco durável para o pet mastigar durante o voo?

Para viagem na cabine, petiscos pequenos e seguros podem ajudar a distrair. Para porão, evite — não há supervisão e o animal pode engasgar. Brinquedos de mastigação macios e seguros são uma opção melhor.

Meu pet nunca voou antes. Como saber se ele vai ficar bem?

Se o animal tolera bem viagens de carro na caixa de transporte (sem vômito, pânico ou agressividade), há boas chances de tolerar o voo. O treino gradual de acostumamento à caixa é o melhor preditor de sucesso.

O barulho do avião incomoda o pet?

O barulho constante das turbinas geralmente não é um problema grave — animais se habituam a sons constantes. O que estressa mais são sons repentinos (fechamento de compartimentos, anúncios altos). Na cabine, você pode posicionar a bolsa para abafar um pouco o som.

Viagem sem estresse começa com preparação. A Pet Viajante orienta você em cada detalhe — da escolha da caixa até o momento do embarque — para que seu pet viaje com o máximo de conforto possível. Fale com a Pet Viajante.
Nota: Este artigo tem fins informativos. As regras de transporte internacional de pets mudam frequentemente e sem aviso prévio. Não nos responsabilizamos por informações que possam estar desatualizadas. Confirme sempre com profissionais especializados antes de tomar qualquer decisão.
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